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Cravo túnico *
O odor que se desprende da folhagem desta planta não é muito agradável, daí o facto de nem sempre ter o aproveitamento que,em termos ornamentais, lhe é devido. Actualmente existem no mercado numerosas variedades sem odor, rasteiras, anãs, gigantes e medianas que, eliminando esse inconveniente, satisfazem quaisquer exigências. No México, de onde é originário o cravo túnico, é muito popular para enfeitar as sepulturas no dia dos Fiéis Defuntos, daí o facto de também ser conhecido por cravo dos defuntos. As mais de trinta espécies distintas desta planta que, na actualidade, se cultivam na Europa, permitem a obtenção de riquíssimas e polícromáticas composições florais, revelando-se adequadas em combinação com a Calêndula officinalis, a Rudbekia, a Portulaca grandiflora… e outras. Os tagetes são frequentemente utilizados em jardins rochosos, em floreiras, bordaduras, grupos e maciços. As cores vivas de amarelo, vermelho, laranja, rosa… etc… das flores destas plantas possibilitam a obtenção de lindos canteiros quando combinadas, por exemplo, com sálvias azuis. O cravo túnico que mais frequentemente se encontra nos nossos jardins tem cerca de 15 a 20 cms. de altura, flores dobradas de 4 a 5 cms. de diâmetro e cor vermelha ou laranja. Os tagetes são resistentes, crescem bem em climas temperados, como o nosso, apreciam o sol e a sua cultura não oferece grandes dificuldades.
Instalação e cultura
Não sendo uma planta exigente, ou de difícil cultivo, necessita de alguns cuidados para produzir floração abundante e vistosa. O sol e a meia sombra, em regiões demasiado quentes, são exposições de que não abdica. A terra normal de jardim, bem drenada e suficientemente húmida, satisfaz as suas exigências no domínio pedológico. Multiplica-se por semente, ou por estaca nas espécies vivazes, realizando-se a sementeira na Primavera ou no Outono e a plantação das estacas em Abril/Maio. Rega regular não copiosa, dependendo da temperatura, mas normalmente três vezes por semana e, na Primavera, e uma adubação rica em azoto e fósforo, é tudo o que o cravo túnico necessita para produzir uma floração espectacular que pode ser prolongada se houver o cuidado de eliminar as flores que vão murchando.
Fitossanidade
Os cravos túnicos podem ser atacados pelo aranhiço vermelho, mosquito verde, ácaros, caracóis e lesmas. As doenças que mais vulgarmente se manifestam nestas plantas são a podridão húmida das raízes, folhas manchadas, podridão dos caules, botrytis cinerea e, por vezes, viroses.
* Tomás Duarte Ferreira
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