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Atropelamento fatal
Leonor Ferreira de 79 anos, natural de Ponte de Sor, foi atropelada por um autocarro de transporte de passageiros, no passado dia 11 de Julho, quando se encontrava numa passadeira da principal avenida de Ponte de Sor. De acordo com o Centro Distrital de Operações e Socorro de Portalegre (CDOS), o alerta foi dado às autoridades às 9h53. O autocarro da Rodoviária, que fazia o serviço expresso de Castelo de Vide para Lisboa, tinha acabado de passar na rotunda da avenida da Liberdade. O embate no pára-brisas e no farol do lado do condutor do autocarro projectou a vítima cerca de oito metros. Segundo testemunhas, o autocarro seguia a baixa velocidade, “numa zona de recta, larga e com boa visibilidade. Não se percebe como é que pode suceder com um motorista profissional”, acrescentou a mesma fonte, sendo que as causas do acidente estão ainda por explicar.
A fonte do CDOS disse que no local estiveram oito bombeiros da corporação de Ponte de Sor, uma ambulância e militares da GNR. Todos os dias são atropeladas 16 pessoas nas estradas portuguesas. De acordo com o Relatório Anual da Sinistralidade elaborado pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), em 2009 foram registados 5631 atropelamentos, dos quais resultaram 6060 vítimas (incluindo 128 mortos). Segundo o mesmo relatório, em 2009, 2122 pessoas foram vítimas de atropelamento numa passadeira (mais 154 do que no ano anterior).
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Despesas: autarquias de Ponte de Sor, Avis, Gavião e Nisa gastaram 607 mil euros em festas e feiras e pouco mais de 53 mil em apoio social
Os dados referem-se ao ano de 2009 até Junho de 2010 e foram recolhidos pelo Ecos do Sor na base de dados dos contratos públicos, local onde é comunicada a informação sobre todos os contratos celebrados ao abrigo do Código dos Contratos Públicos e que se encontra acessível a qualquer cidadão, na Internet. Pesquisando no portal fica-se com a sensação de que muita despesa corrente, feita por estes quatro municípios, não está ali representada. No entanto, os valores disponibilizados referentes a 2009 e primeiro semestre de 2010 são, por si só, indicadores consideráveis das prioridades dos municípios no que toca às suas despesas. Dividindo os dados por categorias e somando os respectivos euros gastos em adjudicações directas, podemos verificar que as autarquias gastaram mais em concursos para a área de urbanismo (cerca de 1 milhão e 257 mil euros, sendo que a Câmara Municipal de Ponte de Sor é a responsável por 53% desse valor) enquanto que em apoio social foram gastos apenas cerca de 53 700 euros, um valor muito menor que os cerca de 607 mil gastos em festas e feiras ou os 279 400 euros gastos na compra ou reparação de novas viaturas. As áreas de apoio social, educação e transportes (escolares) foram as que receberam menos investimento por parte dos municípios, contrariamente ao urbanismo, prestação de serviços, festas e feiras em que o valor das despesas ultrapassa os 600 mil euros cada.
No período de tempo referido, o município de Ponte de Sor foi aquele que mais gastou em concursos públicos, mais de 2 milhões de euros. A mesma autarquia teve um maior investimento que os outros três municípios nas áreas de desporto, saúde, urbanismo, projectos de obras, ambiente, educação e apoio social. Enquanto que em cultura, festas e feiras teve o menor valor de despesas entre os quatro municípios. O município de Avis regista mais gastos em festas e feiras e menos em desporto. Relativamente a Gavião, o valor mais elevado em despesas assenta na área de prestação de serviços (208 mil euros) e o valor mais baixo em software/informática (32 mil euros). Por fim, a autarquia de Nisa investiu 358 mil euros em contratos relativos ao urbanismo e apenas 15 mil euros em desporto.
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Adversidades dos centros comunitários: apoios são escassos
É habitual dizer-se que quando a crise chega, toca a todos. E nisto nem as Instituições Particulares de Solidariedade Social são excepção. Os apoios públicos por utente (por idosos, em lares ou por crianças, em jardins-de-infância) são escassos, ou seja, o número de acordos de cooperação estabelecidos entre a Segurança Social (SS) e Centros Comunitários não correspondem, na maioria das vezes, ao número real de utentes a que estas instituições prestam apoio. Como exemplo disso, é o Centro Comunitário da Nossa Senhora dos Prazeres em Vale de Açor. Em Junho de 2005, data de abertura do Centro de Dia, 18 idosos usufruíam desta valência, actualmente esse número cresceu para os cerca de 90 utentes (incluindo o serviço de apoio domiciliário). “Segundo a SS só deveríamos dar resposta a 27 utentes. Na realidade, todos os dias aparecem nos pessoas com necessidades, que têm reformas muito baixas, e acabamos por não poder deixar de responder a essas pessoas que não têm outra maneira de serem auxiliadas”, afirmou ao nosso jornal Vanda Alcaravela, directora do Centro Comunitário. Com apenas 27 acordos “há a falta de comparticipação para o número real de utentes a que prestamos serviço”, explica a responsável, acrescentando que esta é uma dificuldade sentida por todos as associações comunitárias e que “existem casos piores, existe quem não tenha nenhum acordo.”
Valências de lar e de creche são o objectivo futuro
Com cerca de 860 habitantes, o Vale de Açor é uma das freguesias do concelho com população mais envelhecida. Vanda Alcaravela defende a importância da criação de um lar de idosos. Embora isso seja, por um lado, uma mais valia “por outro pode também ser uma desvantagem”. “A criação do lar vai levar a uma desresponsabilização da família. No Centro Comunitário a família, de certa forma, ainda é responsabilizada por situações às quais é quase impossível nós darmos resposta. É obvio que existem idosos que não têm família e estão em situações de saúde muito complicadas. E é difícil com a reforma que eles têm ir para um lar em que têm de pagar mensalidades elevadas, porque são todos ex-trabalhadores agrícolas. Mas tudo a seu tempo se há-de concretizar”, conclui.
A implementação de creche é outra das necessidades da população desta freguesia, ainda que possua a valência de jardim-de-infância com um total de 20 crianças (dos 3 aos 6 anos). “À partida muitas crianças não frequentam o jardim-de-infância porque os pais estão a trabalhar em Ponte de Sor e dá-lhes mais jeito levar as crianças para lá. Como aqui não existe valência de creche até aos 3 anos, os pais levam-nas para a cidade e depois não faz sentido tirá-las de lá”, explica a directora. A Associação Comunitária Nossa Senhora dos Prazeres para além de apresentar as valências de centro de dia e de apoio domiciliário, confecciona as refeições para a rede escolar pública (o seu refeitório escolar recebe à volta de 45 alunos) e ainda ATL, que funciona em conjunto com a componente de apoio à família, frequentado por 30 crianças.
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