Encerramento de escolas em Gavião: Município pede regime de excepção
O município do Gavião manifestou, recentemente, através de um comunicado à Direcção Regional de Educação do Alentejo, a sua posição face ao encerramento das escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico das freguesias de Comenda e Vale dos Gaviões, alegando que o fecho destes dois estabelecimentos “não melhorará as condições de ensino e aprendizagem”.
No mesmo comunicado, o presidente da Câmara, Jorge Martins, justifica a sua posição afirmando que ambas as escolas têm boas condições, tendo sido, inclusive, alvo de intervenções recentes e equipadas com computadores, internet, quadros interactivos e ar condicionado. O autarca menciona também o facto de a Escola Básica do Gavião não ter “capacidade de acolher todos os alunos das duas escolas, na medida em que as turmas existentes encontram-se no limite da sua capacidade”. A questão dos horários de transporte dos alunos também é mencionada. O circuito regular dos autocarros leva a que os alunos da freguesia de Comenda saiam da sua localidade uma hora antes do inicio das aulas e que cheguem a casa por volta das 19h, “o que significada que ficam onze horas fora de casa”, lê-se no parecer com data de 2 de Julho.
A escola do 1.º CEB da Comenda fica a 18 quilómetros do Gavião e a de Vale dos Gaviões dista 12 quilómetros da sede de concelho. Ambas as escolas funcionam com os jardins-de-infância no mesmo edifício. No distrito de Portalegre cerca de 19 escolas poderão fechar no próximo ano lectivo.
Escola Básica de Gavião assaltada
As instalações da escola EB de Gavião foram assaltadas na noite de terça para quarta-feira (7 de Julho), num golpe considerado pelo director do agrupamento como de “grande aparato técnico” e feito por “gente profissional”. Paulo Pires disse que o alvo do assalto era o dinheiro depositado em cofre “entre 1500 e 2000 euros” e que os meliantes entraram pela janela do edifício e “fizeram um buraco na parede”da escola para chegar ao cofre forte, utilizando ferramentas de profissional”. O responsável acrescentou ainda que o guarda-nocturno foi “amarrado e neutralizado” pelos assaltantes que demoraram cerca de uma hora a executar os seus intentos. O guarda da escola deu o alarma cerca das 3h30, quando se conseguiu libertar das braçadeiras plásticas que o imobilizavam. Paulo Pires afirmou ainda ser “frustrante” que a escola, apesar de apetrechada com um moderno equipamento de vídeo vigilância, com sistema de detecção de intrusos e câmaras de filmar, não possa fazer uso do equipamento. “A empresa a quem o Ministério da educação adjudicou a instalação do equipamento , anda há seis meses para fazer a ligação final, apesar dos nossos contínuos apelos e chamadas de atenção”.
Jorge Martins eleito mandatário do distrito de Portalegre
Jorge Manuel Martins de Jesus, presidente do município do Gavião, está entre os 20 nomes dos mandatários regionais e distritais divulgados pelo candidato à presidência Manuel Alegre e que reflectem a natureza da sua candidatura. Metade dos mandatários divulgados foram já mandatários da candidatura de 2006, reflectindo o que foi o movimento de cidadania que lançou essa candidatura, sendo a outra metade resultante do alargamento dos apoios partidários. Jorge Martins, eleito mandatário por Portalegre, nasceu em 1965 em Gavião, tendo vivido sempre em Belver. Licenciado em Ensino na área da Educação Física, tem sido sucessivamente eleito Presidente da Câmara Municipal de Gavião, desde 1995.
Ponte de Sor e Avis com novas concelhias do CDS-PPP
Os militantes e apoiantes do CDS-PP de Ponte de Sor e Avis receberam, no passado dia 9 de Julho, o líder do partido, Paulo Portas, para a tomada de posse das “primeiras estruturas concelhias organizadas em 30 anos” nos municípios alentejanos de Avis e Ponte de Sor. Aquando das suas declarações neste encontro, Paulo Portas, afirmou que o Governo “prepara-se para aumentar as contribuições para a Segurança Social”, apontando para uma estimativa de “mil milhões de euros” a cobrar nos próximos três anos. De acordo com o líder partidário, o “CDS detectou, perguntou e denunciou e, infelizmente, viu confirmado: o Governo não se prepara apenas para aumentar pela segunda vez em seis meses o IRS, em 440 milhões de euros, como quer aumentar o imposto de quem trabalha e as contribuições a quem dá trabalho”. “É inaceitável este saque contributivo”,
acrescentou.
Nisa contra portagens na A23
A assembleia municipal de Nisa aprovou por unanimidade uma tomada de posição contra a instalação de portagens na A23, considerando que tal medida “contraria a filosofia original de promover a acessibilidade ao interior e, assim, facilitar o seu desenvolvimento”, sendo que “a A23 constitui o percurso natural de deslocação de Nisa para Lisboa e todo o Litoral Centro e Norte do País”. Perante isto, “as populações do concelho de Nisa, distrito de Portalegre, Beira Baixa e Médio Tejo, irão sofrer um grave atentado ao seu desenvolvimento regional”. Reunida em sessão ordinária, a 28 de Junho de 2010, a assembleia municipal de Nisa manifestou por unanimidade e entendeu fazer chegar com carácter de urgência ao governo e outros órgãos de soberania, toda a sua discordância com a decisão do governo em colocar portagens na A23. De acordo com comunicado oficial, o município defende que esta intenção seja suspensa e manifesta também toda a solidariedade para com as autarquias e movimentos de cidadãos que têm vindo a contestar tal medida. Recentemente, também o presidente da Câmara Municipal do Fundão e também vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e presidente dos Autarcas Sociais-democratas, declarou à Lusa que “nos municípios que são servidos pela A23, que é uma das zonas mais pobres do país, não poderá entrar o princípio da universalidade de ‘portajar’ as SCUT, porque estas regiões estão abaixo de 80 por cento da média de rendimento nacional” e, em segundo lugar, porque existem poucas vias alternativas.
Fecho da Escola de Arês
A 6 de Julho realizou-se em, Arês, concelho de Nisa, uma reunião para analisar o possível encerramento da Escola do 1º Ciclo e do Jardim-de-infância. Na reunião participaram representantes do Município de Nisa (Presidente Gabriela Tsukamoto e Vereador Manuel Bichardo), da Junta de Freguesia de Arês (presidente Artur Dias), do Agrupamento de Escolas de Nisa (Professores José Luís Bruno e Teresa Almeida) e os Encarregados de Educação das crianças matriculadas para o ano lectivo 2010/11 (seis crianças no 1º Ciclo e cinco no Pré-Escolar). Os encarregados de educação foram convidados a manifestar a sua opinião sobre a perspectiva de encerramento da Escola. Declararam considerar o fecho da escola “uma grande perda para a localidade” e realçaram também o facto de o estabelecimento escolar ter todas as condições para o desenrolar de todas as actividade lectivas. Sobressaiu, no entanto, a preocupação face ao número reduzido de alunos matriculados, não se considerando o funcionamento da escola benéfico para o normal desenvolvimento das crianças.
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