Filarmónica fez 78 anos *
A Banda da Sociedade Filarmónica Galveense festejou com toda a solenidade mais um ano de vida no dia 1 de Dezembro estando presentes algumas entidades do distrito. As comemorações deste 79.º aniversário começaram com o hastear da bandeira no edifício da Sociedade, seguindo-se um pequeno beberete oferecido às duas bandas presentes: Banda Musical de Carvalheiras Terras do Bouro e a Banda anfitriã que percorreu algumas ruas de Galveias cumprimentando toda a população. Seguiu-se uma missa por alma dos músicos, directores e sócios celebrada pelo Pe. Tavares. Este ano, o almoço de confraternização decorreu nas instalações dos Bombeiros. Foi visível o melhor espírito de camaradagem que serviu como elo de ligação entre os elementos do Minho e do Alentejo. O ensopado de borrego, o serrabulho, a fruta e o doce deixaram os forasteiros encantados (na véspera, aliás, foi-lhes oferecido um passeio ao Fluviário de Mora). Depois do almoço realizou-se o tão esperado concerto onde a Banda de Carvalheira brindou os presentes com uma esplendorosa actuação sob a regência do maestro Manuel José Capela. O concerto foi muito aplaudido pela assistência que enchia por completo o salão. Esta banda, constituída por muitos jovens, tem cerca de 50 elementos. O mais novo tem dez anos e o mais velho 85, que tocou, diga-se, com todas as suas energias!
Maestro dedicou solo de saxofone
Por último subiu ao palco a Banda da Sociedade Filarmónica Galveense que também teve uma excelente prestação, desta vez com músicas diferentes das que nos tem habituado, mas que ainda assim agradaram aos numerosos presentes. O maestro Sílvio Pleno ofereceu a todos um bonito solo em saxofone dedicado aos 78 anos da Banda. Estiveram presentes muitas individualidades, destacando-se entre elas Jaime Estorninho, Governador Civil de Portalegre, Luís Laranjeira, vereador do Desporto e da Cultura da Câmara Municipal de Ponte de Sor e António Augusto Delgadinho, presidente da Junta de Freguesia de Galveias. Estiveram também presentes, o presidente da Câmara de Terras de Bouro e o Pe. Tomé, que acompanham sempre a Banda nestas deslocações. Aos visitantes foram oferecidos diversas recordações que retribuíram da mesma forma. E o dia de festa não podia terminar sem “os parabéns”! Para despedida foi ainda oferecido um beberete com o respectivo bolo de anos. Ecos do Sor, e o seu correspondente em Galveias, dão os parabéns à Banda da Sociedade Filarmónica Galveense à qual desejam muitos anos a dar concertos!
Magusto nocturno *
O Dia de São Martinho é comemorado em todo o país devido à popularidade do próprio Santo. A Casa do Povo de Galveias associou-se à ocasião realizando, no Largo do Comendador José Godinho de Campos (Terreiro) um magusto nocturno que, apesar do frio que se fez sentir, juntou algumas dezenas de pessoas. A festa começou às 19h00. O local foi devidamente enfeitado e fez-se um grande lume. Para não inutilizar as pedras do Largo, uma parte foi coberta de terra. A fogueira serviu para aquecer do frio que se fazia sentir mas também para ir buscar as brasas para assar as castanhas que foram oferecidas aos presentes, a par da água-pé.
Monumento de São Pedro *
“Há dias - eu, correspondente em Galveias - me encontrava no Jardim de São Pedro vi um casal que passava por ali e que queria saber o que representava aquela estátua. Quem era a família que aquele monumento relembrava. O casal fez algumas tentativas para ler o que ali estava escrito, mas estas revelaram-se infrutíferas porque, infelizmente, a maioria das letras que deviam estar visíveis, a preto, já não o estão o que dificulta bastante a leitura. Abeirei-me então do casal e expliquei o que representava o monumento satisfazendo, assim, a sua curiosidade. Agradeceram e lá partiram.“ Fica o apontamento para quem de direito. As pedras laterais deviam ter as letras legíveis para evitar situações como esta. A Junta de Freguesia deve velar pela conservação deste monumento. Como tal, deveria mandar pintar as letras que o adornam. Já que por mais não seja, evitam-se situações como esta.
Piscinas Cobertas estão a funcionar *
As piscinas cobertas de Galveias já estão abertas e com o seguinte horário: de segunda a sexta-Feira das 15h30 às 22h00. Sábados das 9h00 às 12h00. Encerra aos feriados. Oportunamente estarão abertas inscrições para as aulas de natação e hidroginástica. Os alunos da escola frequentam também estas piscinas às segundas e quartas-feiras. São orientados pelo professor David, da Câmara Municipal de Ponte de Sor. Ainda falta muito tempo, mas fica já a notícia de que as piscinas descobertas abrem a 10 de Junho e vão funcionar de terça a domingo entre as 10h00 e as 20h00. Fecham a 14 de Setembro.
Festa do Natal para as crianças…
e para todos nós! *
Como é hábito, a Junta de Freguesia de Galveias vai levar a efeito mais uma festa de Natal. Este ano, a festa tem lugar no próximo sábado, dia 20 de Dezembro, pelas 16h00. A festa destina-se a todas as crianças da freguesia. Mas o Natal quando chega é para todos. Nesta Quadra, as famílias vão reunir-se e passar um serão em confraternização. A consoada vai ser passada a comer as filhós e as azevias, feitas pelas “mãos” mais idosas da família, até que chegue o momento de abrir as prendas. Ecos do Sor, e o seu correspondente em Galveias desejam a todos os leitores, assinantes e anunciantes um feliz Natal e um próspero ano novo.
* Américo Oliveira
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Rui Carapinha faz balanço de primeiros seis meses
“ANCM Quer oferecer Cultura”
Rui Carapinha é um dos 20 elementos que fundaram a Associação Nova Cultura de Montargil (ANCM). Criada a 9 de Junho deste ano, a Associação pretende apostar na cultura, que, diz, “não pode estar fechada sobre si própria”. Licenciado em Matemática Aplicada, Rui Carapinha diz que o maior trunfo da ANMC é a formação dos seus elementos e a vontade de fazer coisas em prol dos outros. “Não há subsídio nenhum que pague a vontade que temos de trabalhar”. Entre outros, a ANMC integra Manuel Ferreira Patrício, ex-Reitor da Universidade de Évora e Prates Miguel, advogado e escritor.
Ecos do Sor: Já se justificava o aparecimento de um grupo de gente nova em Montargil com vontade de fazer coisas…
Rui Carapinha: Havia espaço para fazer surgir um novo projecto cultural, digamos assim. Pensamos que cultura moderna não pode estar fechada sobre si própria. Tem de ter um âmbito universal. Aquilo que é próprio da nossa cultura e dos nossos costumes faz falta mas não é suficiente. Acreditamos que o futuro de Montargil vai ser melhor, apoiado no Turismo. Nós surgimos, no fundo, como um elo de ligação entre esse futuro e o presente, ou seja, a vila de Montargil que temos hoje.
ES: Das inúmeras actividades que levaram a cabo, qual foi aquela que teve um maior impacto em Montargil?
RC: O curso de utilização básica de internet para seniores, para cidadãos acima dos 50 anos. Esgotou imediatamente. Gostava de deixar um agradecimento especial à EBI, que nos apoiou nesta iniciativa. Estamos já a preparar o segundo curso mas ainda não temos uma data definitiva para o arranque. Posso dizer que já está inscrita mais de meia centena pessoas.
Parcerias
ES: É, no fundo, um projecto de integração sócio-cultural
RC: Exactamente. Que mostra muito bem o caminho que queremos seguir em termos de intervenção social. É um serviço de voluntariado. Um verdadeiro serviço público. Foi feito sem um único cêntimo de subsídio.
ES: Quem ministrou o curso?
RC: A Carla Fragoso, o Ivo Mariano e eu próprio. Mas não me deixou terminar… Em termos de conceito, este curso encerra em si aquilo que queremos em Montargil. Queremos oferecer, dar cultura aos outros. E vamos fazer os possíveis para que os cursos que venhamos a ministrar em Montargil continuem gratuitos. A cultura moderna não é uma cultura de mão estendida. É uma cultura que tem de oferecer mais do que aquilo que recebe. É este o nosso conceito de cultura.
ES: Uma Associação virada para o futuro tem de estabelecer parcerias. Têm muitos apoios?
RC: Sim. A EBI e a Junta têm sido inexcedíveis. Tal como a Câmara de Ponte de Sor. Teve uma grande receptividade quando apresentámos o nosso plano de actividades para 2009 e comprometeu-se a ajudar-nos.
Balanço e projectos
ES: Do elenco dos fundadores destacam-se, à partida, dois ou três nomes como Manuel Ferreira Patrício e Prates Miguel.
RC: O nosso maior trunfo, posso dizer, centra-se em dois pontos: o primeiro é a qualificação das pessoas e aquilo que elas fazem. Não só no grupo de fundadores, mas também nos nossos associados. O segundo ponto é a vontade de fazer coisas. Não há nenhum subsídio que substitua estes dois pontos. Temos pessoas especialistas em psicologia, em matemática, filosofia, direito, informática, desporto, etc.
ES: É verdadeiramente espantoso como uma pessoa como o Professor Manuel Ferreira Patrício mete mãos à obra para fazer um coro polifónico …
RC: Sim. É um dos exemplos. O coro estreia na noite de Natal, na missa do galo, na Igreja Matriz de Montargil. Nos ensaios tem 16 elementos permanentes, o que é extraordinário.
ES: Qual o balanço que faz destes seis meses de actividade?
RC: Não só é um balanço positivo, posso dizer-lhe. É quase alucinante! Quem visita o nosso fórum na internet (www.montargil.com) sabe que o ritmo tem sido deveras alucinante. Fizemos exposições fotográficas, de pintura, fomos expor a Elvas, fizemos parcerias tendo em vista a protecção da natureza e o ambiente (Rottas do Sor) e a realização de um “open” de ténis (Orbitur, Grupo Desportivo Montargilense). Temos um núcleo de artesanato, criámos um símbolo para Montargil (um pelourinho), já estamos com um pé na Suíça, para assistir à maior experiência científica de sempre (o acelerador de partículas LHC - Large Hadron Collider), vamos trazer a escritora Alice Vieira à EBI de Montargil e fazer um evento de moda, fitness e dança (Fashion Week-End) isto em 2009.
Gente da terra
ES: Começou com o balanço de actividades da Associação e terminou nos projectos para 2009. Conseguir assistir à experiência do LHC no local é realmente um privilégio.
RC: Sim. E vamos estar em zonas de controlo da experiência para acompanhar por dentro esta estreia. Durante dois anos fui um modesto colaborador da equipa de cientistas que colaborou na experiência da maior máquina feita pelo Homem até hoje em busca do Bosão de Higgs, entre outras descobertas. Fui apenas um, entre milhares, obviamente. Fui colaborador residente do CERN (European Organization for Nuclear Research) entre 1999 e 2000.
ES: Mas voltemos a Montargil. A Associação Nova Cultura faz-se de núcleos e nestes núcleos há muito empenho e dedicação de gente da terra…
RC: Sim. Temos o Núcleo de Pintura, do qual sou coordenador. Outro de Manualidades, coordenado pela Joaquina Martins. Um núcleo de Literatura onde pontuam Prates Miguel, Joaquim Machuqueira, Aníbal Lopes, Nuno Prates. Um núcleo de História e Património, que está a fazer a Monografia de Montargil, a cargo do nosso querido amigo António Godinho de Carvalho. Temos um núcleo de Fotografia coordenado pelo Hermenegildo Prates e um Grupo de Ginástica Aeróbica e Dança coordenado pela Lisete Fragoso Marques. Todas estas actividades estão abertas a quem quiser colaborar. Não têm de pagar para entrar, basta enviar um e-mail para: geral@montargil.com.
Concertinas no Canadá e Banda em Cabo Verde
O Grupo de Concertinas de Montargil esteve em Toronto, no Canadá, entre 6 e 11 de Novembro para duas actuações na Casa do Alentejo. A primeira a 8, numa noite de gala, e a segunda no dia seguinte. O Grupo, ovacionado de pé por mais de uma vez, integra três gerações de executantes tendo o mais novo13 anos e o mais idoso 92. Já a Banda da Escola de Música de Montargil deslocou-se à Ilha de Santo Antão, Cabo Verde, entre 14 e 17 de Novembro. Diz quem lá esteve que a Banda “não deixou os seus créditos por mãos alheias e brilhou em todas as intervenções que fez”. Foi a primeira vez que o Grupo de Concertinas e a Banda Filarmónica se deslocaram ao estrangeiro.
Montargil organiza exposição
A Associação Nova Cultura de Montargil prepara-se para abrir uma exposição que estará patente ao público entre 25 de Dezembro e 1 de Janeiro. Os temas expostos serão Pintura, Fotografia e Artesanato. Os quatro primeiros dias serão temáticos, com a seguinte ordem: dia 25, prova de vinhos regionais; dia 26, mostra e prova de mel de Montargil; dia 27, mostra e prova de petiscos regionais com os cafés e restaurantes da região e dia 28, chá da tarde com convívio, mostra de bordados e artesanato local. A exposição pode ser visitada nos dias 25, 27, 28, 29 e 1 entre as 15h00 e as 21h00, nos restantes dias: das 17h00 às 21h00. Está encerrada a 31 de Dezembro.
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